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Numa conversa recente no podcast Lundh, Erdal Rakip voltou a revisitar um dos períodos mais frustrantes da sua carreira: a passagem pelo Benfica. O médio, hoje com 29 anos e internacional pela Macedónia, recordou a experiência no clube encarnado como marcada pela falta de oportunidades e por um sentimento constante de exclusão.
Contratado em 2017/18 depois de terminar contrato com o Malmö, Rakip revelou que o choque foi imediato. Ainda em fase de adaptação, percebeu que não existia um projeto definido para si. Segundo contou, quase não teve tempo para conhecer o Seixal antes de ouvir falar num empréstimo, algo que o deixou desconfortável logo à partida.
O destino acabou por ser o Crystal Palace. Embora lhe tenha sido dito que a mudança serviria para ganhar minutos e evoluir, o médio afirmou que, na prática, sentiu que o Benfica apenas queria colocá-lo noutro clube. Aceitou a decisão por vontade própria, na esperança de jogar, mas o empréstimo não correu como esperado e regressou a Lisboa sem ter tido continuidade.
O retorno ao Benfica marcou o início da fase mais dura. Rakip explicou que foi completamente afastado do grupo principal e colocado numa espécie de limbo dentro do clube. Treinava à parte, muitas vezes sozinho ou com outros jogadores considerados excedentários, sem qualquer perspetiva de reintegração.
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O internacional macedónio descreveu um ambiente que classificou como opressivo, onde os jogadores afastados eram tratados como se não existissem. Não tinham acesso às mesmas condições que o restante plantel e eram separados até nos momentos fora do campo. Para Rakip, tudo fazia parte de uma estratégia de desgaste psicológico, com o objetivo de forçar uma transferência. A crítica final foi direta: no Benfica, quem sai dos planos deixa imediatamente de contar, independentemente do estatuto ou do potencial.

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