| Gostou do Artigo ? |
Na antevisão da meia-final da Taça da Liga entre Benfica e Braga, José Mourinho dedicou parte da conferência de imprensa ao tema da arbitragem e comentou a proposta de Luciano Gonçalves para reduzir a polémica associada aos juízes.
O treinador começou por rejeitar o papel de comentador da arbitragem, apontando essa função ao presidente do Conselho de Arbitragem, e falou sobre o efeito do debate público constante: «O debate público acrescenta pressão. Imagino um treinador que faz um jogo terrível e que depois não vê jornais nem ouve comentários sobre os erros que cometeu. Isso traz estabilidade».
No entanto, Mourinho admitiu que essa exposição também pode ter vantagens: «O confronto público e as perguntas obrigam-nos a assumir responsabilidades e a encarar os problemas. Não sei dizer qual é o melhor caminho».
Sobre a atuação dos árbitros, o técnico defendeu uma abordagem baseada na confiança antes dos jogos: «Antes de começar o jogo, todos os árbitros são competentes, honestos e merecem confiança. Não é teatro, é a minha forma de estar. Qualquer árbitro que possa arbitrar o Benfica é bom».
Segundo explicou, as avaliações devem ser feitas apenas após o final da partida: «Depois do jogo, analisamos a performance. Se foram boas decisões ou más decisões, isso discute-se no fim».
Mourinho sublinhou ainda que muitos lances geram interpretações contraditórias: «Há situações analisadas por especialistas em que não existe acordo. Uns dizem que é penálti, outros dizem que não é». E é precisamente aí que surge a sua crítica ao VAR: «Nessas situações, questiono-me porque é que o VAR vem perturbar o fluxo normal do jogo».
O treinador terminou deixando clara a sua visão sobre a utilidade do videoárbitro: «O VAR ajuda muito quando os erros são claros e inequívocos. Aí, o árbitro corrige e todos ficam satisfeitos. O problema são os lances cinzentos, que dão pano para mangas durante toda a semana».
| Gostou do Artigo ? |

Comment here